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sexta-feira, 25 de julho de 2014

4 fatos assustadores sobre o futuro da Terra e da tecnologia

Além de algumas espécies de animais, elementos químicos como o cobre e o hélio podem sumir da face da Terra.
Existem muitos filmes apocalípticos sobre o futuro da Terra. Boa parte deles lida com o desaparecimento da água do nosso planeta ou, então, a iminente ameaça de uma catástrofe aleatória, como um meteoro gigante ou planeta que resolve se chocar contra o nosso mundo. Porém, apesar de toda a fantasia desses títulos, não é muito difícil extrapolar algumas situações para ter uma ideia dos cenários terríveis que nos aguardam.
Com a constante ação do homem sobre a natureza e o desenvolvimento tecnológico cada vez maior, podemos estar criando não apenas um mundo sem pandas e tigres-de-bengala, mas também sem elementos químicos essenciais para a continuação de nossa espécie.

Sem o cobre, estaremos perdidos
O cobre é um dos elementos químicos mais importantes e usados da Terra. Por ser um grande condutor de eletricidade e calor, esse metal avermelhado é usado nos circuitos de diversos equipamentos eletrônicos, diariamente. Além disso, há também o emprego do cobre em motores elétricos, joias, canos d’água, invólucro de munição militar e na construção e decoração de edifícios e casas.
Mas o principal problema no uso desenfreado desse elemento é o fato de que temos uma reserva finita dele; por isso, um dia o cobre começará a desaparecer e a gerar um mercado de disputa bastante agressivo. Se hoje é normal ver notícias sobre o furto de cabos de cobre, imagine esse tipo de atividade daqui a algumas décadas.
De acordo com o site Salon, o mundo tem usado o cobre há pelo menos 10 mil anos, mas 95% da extração do elemento foi realizada a partir dos anos 1900. Se continuarmos nesse ritmo e não descobrirmos novas fontes de cobre ou reavaliarmos os nossos objetivos, pode ser que até mesmo a indústria de eletrônicos venha a desaparecer.

                                                   Balões de festa profetizam o nosso fim
    
O cobre não é o único elemento em vias de extinção e que fará falta para o mundo da tecnologia. Além dele, há também o gás hélio, usado popularmente para dois objetivos talvez dispensáveis: encher balões de festa que flutuam e, se inalado, falar com voz fina, de desenho animado.
Porém, há outros usos mais importantes para o gás hélio, como o uso em máquinas de exames médicos e até mesmo no acelerador de partículas do CERN, o LHC. Infelizmente, essa e outras aplicações do hélio correm perigo, devido ao uso que fazemos desse recurso não renovável. Portanto, antes de encher um balão de hélio para a festa do seu irmãozinho, pense no futuro da tecnologia.

                                                                 Inclinação axial da Terra
O planeta Terra gira em torno de seu próprio eixo, de maneira levemente inclinada. Porém, com o passar do tempo, pode ser que essa inclinação aumente e desestabilize fatores importantes do nosso mundo, como o clima, tornando-o inabitável.
A razão para isso está na interação entre as forças das marés, a Terra e a Lua, que fará com que o nosso satélite natural se afaste aos poucos de nós e com que o movimento de rotação da Terra perca velocidade. A Lua é essencial para manter a nossa estabilidade gravitacional e, sem ela, esta “terceira pedra a partir do Sol” ganhará uma nova inclinação axial.
Mas não se preocupe! Apesar de os cientistas ainda não saberem com exatidão quando isso deve acontecer, cálculos matemáticos estimam que seja dentro de 1,5 a 4,5 bilhões de anos, ou seja, tempo suficiente para que nós e muitas outras gerações possamos curtir a vida.

Nanoapocalipse tecnológico
Uma das teorias apocalípticas mais fascinantes, sem dúvida, é a Grey Goo, termo inventado pelo pioneiro Eric Drexler em 1986, no livro “Engines of Creation”. Basicamente, esse cenário consiste de nanorrobôs capazes de autorreplicarem com base no consumo de uma matéria abundante. Apesar de ser uma suposição bastante extrapolada, ela é, de alguma forma, muito atraente e até realista.
Imagine, por exemplo, que, no futuro, o próximo grande vazamento de óleo seja combatido com nanounidades jogadas ao mar, para que consumam o petróleo que está ameaçando a natureza. O plano parece ótimo e corre bem, até que, por alguma razão — e acredite: porcarias acontecem —, uma dessas unidades nanomoleculares começa a se comportar de maneira diferente: em vez de consumir o hidrocarboneto do óleo, ela passa a comer carbono como um todo. Com a capacidade de autorreplicação, o planeta seria transformado em pó em pouco tempo.
Talvez, com o passar dos anos, a humanidade se surpreenda ao saber que, além de outros animais, estamos ameaçando nós mesmos de extinção. Felizmente, ainda não temos tecnologia suficiente para construir nanobots capazes de autorreproduzirem.

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